P i z z o
Vibo Valentia - Itália



Vista da cidade

Traje antigo das mulheres de Pizzo

Vamos até o sul da Itália, na Província de Vibo Valentia - Comune di Pizzo (ex-Pizzo Cálabro), encravada na montanha, de frente para o Mar Tirreno.

Nesta pequena e encantadora cidade litorânea casaram-se meus bisavós, Diego Callipo e Maria Rosa Sardanelli, em 20 setembro 1868, na Igreja Matriz de San Giorgio Martire.

O casal acompanhado dos filhos, Caterina (16 anos), Rachele (14 anos)- "mia nonna", mais um que não descobri o nome, pois morreu durante a viagem, e Francesco (4 anos), emigraram para o Brasil, desembarcando do navio Stura, no porto de Santos-SP, e dando entrada na Hospedaria dos Imigrantes, no dia 15 de julho de 1893. Fixaram residência na cidade de São Carlos do Pinhal - SP, que ficou conhecida na época como "Piccola Calabria", tal o número de calabreses que alí moravam. Nunca voltaram à terra natal.

Conta a história, passada de geração a geração, que Pizzo foi fundada cerca de 1.500 a.C., por um grupo saído de Tróia, comandados pelo Capitão Napitium, que deu seu nome à novel vila. Segundo a lenda, Ulisses e Cicerone se estaleceram em Pizzo, encantados com a beleza e prosperidade do lugar.

Por mais de mil e quinhentos anos, viveu a pequena vila em paz, até que piratas começaram a saqueá-la. Cerca de 300 d.C., brutal e repetidamente atacados pelos sarracenos, os moradores fugiram vendo sua amada cidade destruída.

Por volta de 903 d.C., formaram outro povoado que chamaram "Pizzo".

Em 1070, o Rei Ruggero, o Normando, construíu um magnífico palácio que - em 1221 - hospedou Santo Antônio de Pádua, na volta de uma viagem à África.

Em 1363, foi construído um grande monastério de rito grego, ao mesmo tempo em que os pescadores erigiam a Igreja da Graça, depois chamada "Chiesa del Carmine".

Lembrando-se do acontecido à antiga vila, para proteger a nova, construíram fossos, muros e ponte elevadiça.

Em paz, então, novas igrejas foram construídas, o comércio floreceu, vendia-se peixe salgado, óleo, vinho e iniciou-se a pesca de atum e a arte do coral.

Castelo de Pizzo


Na segunda metade do século XV, o rei Ferdinando I de Aragão, construíu o Castelo, onde foi preso e fuzilado, em 13 de outubro de 1815, Gioacchino Murat, rei de Nápoles, cunhado de Napoleão Bonaparte. Seu corpo jaz sepultado na Igreja Matriz de San Giorgio Martire.

Hoje, Pizzo tem cerca de 9.000 habitantes, e é conhecida por seu "Tartuffo", sorvete de inigualável sabor.

Circundada por laranjais, que na primavera perfumam o ar da cidade, é ainda produtora de saborosíssima uva branca.

A pesca, aliada à indústria de conservas de atum em óleo, é uma forte fonte de renda para os moradores.


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